Inaugurou no dia 12 de Dezembro do ano transacto a exposição “Ourives de Guimarães ao serviço de Deus e dos Homens”. Pela primeira vez se reuniu num mesmo espaço um conjunto significativo de pratas com marca de Guimarães, datadas dos séculos XVIII e XIX.
As 97 peças expostas são provenientes de 16 localidades diferentes e foram cedidas por 43 proprietários distintos. A grande maioria das peças não está normalmente acessível ao público, pelo que a exposição constitui uma ocasião única para se poder apreciar a qualidade estética e técnica das pratas antigas de Guimarães.
A exposição tem sido muito visitada pelo que se justifica a organização de visitas guiadas. 
Estas visitas guiadas são gratuitas sendo no final sorteado um catálogo entre os participantes.

1ª Visita
Mês Janeiro
Dia 24
Dia da Semana Domingo
Hora 15h30m

2ª Visita
Mês
Fevereiro
Dia 27
Dia da Semana Sábado
Hora 15h30m

3ª Visita
Mês
Março
Dia 28
Dia da Semana Domingo
Hora 15h30m

4ª  Visita
Mês Abril
Dia 24
Dia da Semana Sábado
Hora 15h30m

Para saber mais
Esta exposição é constituída por 97 peças de prata executadas em Guimarães nos séculos XVIII e XIX, que pela primeira vez se reúnem num mesmo espaço. Pertencem a igrejas, museus, casas-museu, fundações, misericórdias, famílias, coleccionadores e antiquários, e, em condições habituais, encontram-se dispersas geograficamente desde o Alto Trás-os-Montes ao Baixo Alentejo. A maior parte não está normalmente acessível ao público.
Como o título sugere, a exposição compreende duas secções. Na primeira, O Luxo Sagrado, apresentam-se as alfaias de carácter religioso; na segunda, Intimidade e requinte, as pratas de uso doméstico. Por sua vez, cada secção está organizada em vários núcleos, de acordo com a função das peças expostas.
Convidam-se os visitantes a situar mentalmente cada objecto no respectivo ambiente litúrgico ou doméstico e a descobrir a evolução dos gostos e das modas na arte da ourivesaria.

O Luxo Sagrado
Os ourives de Guimarães do ouro e da prata estavam agregados numa única corporação, simultaneamente profissional, religiosa e de assistência mútua, que tinha como patrono Santo Elói.
Executar os cálices, os vasos de sacrário, as custódias e as restantes peças destinadas ao culto divino constituía para os ourives motivo de orgulho. Trabalhavam ao serviço de Deus, escolhendo os metais nobres, cinzelando ou gravando os símbolos sagrados, procurando nos ínfimos pormenores a perfeição técnica. Cada peça que saía das suas mãos constituía um hino de louvor e uma forma de oração.
A Igreja local era a principal compradora das pratas de Guimarães, através da Colegiada de Nossa Senhora da Oliveira, dos conventos e das numerosas confrarias. Os ourives feirantes vendiam-nas também de Norte a Sul, no interior do País.

Intimidade e Requinte
As pratas civis executadas em Guimarães eram, sobretudo, peças para serem usadas na vida quotidiana das famílias nobres ou burguesas, como castiçais e outras luminárias, pequenas salvas, talheres e paliteiros. Os conjuntos para escrita (“escrivaninhas” ou “escritórios”) surgiam em casa de clérigos ou de letrados. Já os bules e cafeteiras, os “aparelhos” (serviços) de chá ou de café, as salvas de aparato, os faqueiros completos em estojo, os gomis e as “bacias de água às mãos” ou de “água à barba” eram de produção e de circulação mais restritas, e indicam uma elevada situação social dos seus proprietários.
O retrato de José Freitas do Amaral (1748-1813), senhor da Casa de Sezim, simboliza todos aqueles que encomendaram e usaram as pratas civis expostas. E através do “G”, indicativo do centro de fabrico de Guimarães, e das marcas dos mestres ourives, recorda-se o incansável labor destes artistas, ao serviço de Deus e dos homens.

Veja um pouco do que esta exposição tem para lhe oferecer no vídeo que se segue!